quarta-feira, 9 de novembro de 2011


Arthur Veloso Leal Ardizzoni
RA 1045081
Licenciatura em História













A Super História das Histórias em Quadrinhos

orientador: Prof. Ms. Reginaldo de Oliveira Pereira

Centro Universitário Claretiano


















São Paulo
2011
A Super História das Histórias em Quadrinhos




Em 1938 é publicada a revista em quadrinhos Action Comics, responsável por lançar em sua primeira edição o personagem Superman. Tem início a Era de Ouro dos Quadrinhos, que enfrenta todo o período de guerra, criando heróis e mundos fantásticos.
A Era de Prata, 1950 à 1970, apresenta o Homem Aranha, super herói que precisa trabalhar e pagar contas ! Os quadrinhos trazem uma grande reformulação de personagens e traz à tona problemas mais populares, além de reviver todo o ideal de heroísmo, justiça e aventura, presentes neste gênero. De 1970 à 1980, a Era de Bronze, as histórias ganham mais ação e uma arte melhorada, o que determina o sucesso da nona arte como forma de expressão humana e ícone da cultura pop !
Palavras-chave: ( nona arte; Histórias em Quadrinhos; cultura pop; super heróis. )


O presente trabalho tem a intenção de, por meio da pesquisa historiográfica, fomentar a importância das Histórias em Quadrinhos, apresentando os temas abordados pela nona arte ao longo da história e suas correlações com seus contextos históricos, seus heróis, vilões e suas motivações. Além de fundamentar sua importância enquanto produção artística, as tecnologias envolvidas nos processos de criação e desenvolvimento, dos primeiros rascunhos à lápis, as pinceladas em nanquim e as cores digitalizadas, tão presentes nas obras atuais. Enaltecendo suas relações com a cultura popular, com o retrato contemporâneo e contestador e sua incrível capacidade de emocionar.


Para tanto, navegaremos juntos pela web, folhando velhas páginas amareladas e cores desgastadas das antigas Histórias em Quadrinhos, realizando uma extensão e motivada pesquisa bibliográfica, apontando os artistas e seus trabalhos que, ao longo das Eras, foram revolucionando o modo como os quadrinhos eram lidos e produzidos.
Sebos, sites, blogs, bibliotecas, jornais e muitas revistas em quadrinhos, fomentaram esta pesquisa, afim de traçar um paralelo entre o imaginado e o real.

Iniciamos nossa jornada por meados de 1938, ano de lançamento de Action Comics #1, quando o super herói conhecido até hoje como Superman é apresentado ao mundo pela primeira vez!
Inspirado nos fortes homens que exibiam seus músculos e sua incrível força nos circos da época, Superman é o retrato do homem mais forte do mundo, mesmo sendo, ironicamente, um alienígena. O super herói é imediatamente transformado em ícone da arte e cultura popular, disparando as vendas do gênero na América do Norte.
Se no final da década de 1930 a revista já vendia cerca de 500 mil exemplares, na década de 1940 esse número já havia quase dobrado, com cada exemplar vendendo 900 mil cópias, um tiragem à época superada apenas pela revista Superman, lançada em 1939. Action passaria a focar-se majoritariamente nas histórias de Superman, e as tramas iriam evoluindo, refletindo o cotidiano dos Estados Unidos: Se nas suas primeiras aparições Superman enfrentava criminosos comuns e políticos corruptos, com o tempo suas histórias passariam a ganhar um viés mais "extraordinário" com o surgimento dos primeiros super vilões a enfrentar o personagem.






Capa de Action Comics #1; Junho de 1938. imagem extraída de dccomics.com;

Ainda em 1939 já se percebia o impacto do sucesso de Action Comics com Superman, o escritor Bob Kane foi contratado pela editora para criar "um novo combatente do crime", que veio a ser publicado na 27a edição de Detective Comics. Batman, inicialmente chamado de "Bat-Man", posteriormente viria a se tornar o herói mais popular da revista, e de forma similar ao que ocorria com Superman em Action, passaria a figurar na maioria das capas da publicação.
Outras editoras também perceberam o impacto causado pelo personagem e passaram a publicar histórias de "super-heróis". Dentre os personagens que surgiriam estavam
Wonder Man, Master Man, Steel Sterling e Mr. Muscles, este último criado pelo próprio Jerry Siegel após ele ser demitido pela DC Comics.
A própria figura do "super-herói combatente do crime" teria surgido na primeira edição da revista, e esta seria, segundo a imprensa, a sua mais marcante característica, e não apenas "conter a primeira aparição de Superman":
O fato não é que Action Comics #1 contem a primeira aparição de Superman, mas sim que contem a primeira aparição do super-herói moderno.
Todos os estereótipos do gênero foram combinados pela primeira vez nessa revista: super poderes, identidade secreta, origens pseudo científicas e roupas apertadas. Superman era uma junção entre mito grego e Flash Gordon, vivendo uma porção do cotidiano comum. E é essa mesma combinação que se vê ainda hoje, com as bem-sucedidas franquias cinematográficas baseadas em Batman, no Homem de Ferro e nos X-Men.
Mark Seifert, do site Bleeding Cool, apontaria em um texto sobre a iminente possibilidade do título ser relançado com um novo número 1 que "nunca haverá outra edição como esta”.
Em 1938, Action Comics 1 mostrou ao mundo o Superman de Jerry Siegel e Joe Shuster, mudando o mundo dos quadrinhos e do entretenimento, e pelos 73 anos seguintes Superman se tornaria um dos mais conhecidos personagens fictícios do mundo". Em artigo publicado em 2008 sobre o aniversário da editora DC Comics, o jornalista Marcus Vinicius de Medeiros apontaria que, com a publicação de Action Comics #1, Jerry Siegel e Joe Shuster teriam criado "o personagem mais significativo, reconhecido e relevante de todos os tempos, dando início a um gênero, uma Era, uma indústria, algo maior em que acreditar, uma força que ressoa até hoje e não pode ser detida. Eles criaram o Superman, o gênero dos super-heróis, a Era de Ouro dos Quadrinhos, a própria indústria das revistinhas, a crença em que um homem pode voar e fazer qualquer coisa, resultando hoje no conjunto editorial chamado DC Comics, que há 70 anos encanta o mundo com personagens maravilhosos e envolventes".
Vincent Zurzolo, sócio da ComicConnect.com, site responsável por intermediar expressivas vendas de exemplares da primeira edição da revista nos valores de US$ 1 milhão e US$ 1,5 milhão, declararia ainda, em entrevista, quando questionado sobre o valor da revista, tanto cultural quanto monetário:
“Alguns dos empresários de maior sucesso hoje eram geeks ontem. Eles não querem um Van Gogh ou um Picasso. Querem colecionáveis que tenham significado para si!”
Action Comics, ao lado de Detective Comics, revista em quadrinhos que apresentou Batman pela primeira vez, são um marco no segmento super heróico. Fundamentado no ideal grego e nas mitologias grega e nórdica, além de preceitos elegidos nas revoluções francesa e cultural chinesa, tais personagens vão muito além do que se espera deles. São super heróis! Fazem o que fazem por justiça, amor e igualdade. Princípios que regem o homem forte de Nietzsche, o Super Homem, aquele que transcende valores morais, culturais e até físicos, transpondo barreiras com sua vontade e potencia afim de se superar diariamente, estes são os super heróis!

A Bandeira e o Escudo!




Captain America Comics #1; Março de 1941.Capitão América e o patriotismo. imagem extraída de marvel.com;


Em meio aos conflitos que tomavam o mundo na Segunda Guerra Mundial, surge um herói para elevar a moral de soldados e ajudar uma nação à superar o medo, este é o Capitão América. Lançado em março de 1941, ou seja, em meio à guerra, o personagem surge para preencher uma lacuna até então existente nos quadrinhos. Empunhando um escudo indestrutível, e dotado de uma força e agilidade sobre humana, Capitão América é um ícone à bandeira norte americana. Criado por Joe Simon e Jack Kirby, a primeira aparição do personagem ocorreu na revista Captain America Comics #1, da Timely Comics.
A revista conta a história de um rapaz franzino e problemas de saúde, que deseja de qualquer forma participar dos esforços estadunidenses para vencer a Segunda Guerra Mundial. Ao ter seu alistamento recusado por sua saúde debilitada, ele deixa claro estar disposto a fazer qualquer coisa para ajudar na guerra. Esse "qualquer coisa" é tão literal que ele se torna parte de um experimento para a criação de soldados superiores em tudo: o "projeto supersoldado", que consistia em um soro especial e  radiação, gerando um crescimento físico geral, tornando um ser debilitado como Steve Rogers em um superatleta musculoso, forte, veloz e ágil.
Compreendendo a idéia de que todo norte americano poderia ajudar na vitória!
Capitão América surge para enfrentar os nazistas na Segunda Guerra, sendo assim, com o fim do conflito e cumprindo seu papel à que foi criado, os executivos da Timely Comics decidiram suspender as histórias do personagem.
Assim como o ideal grego da morte honrada e valorosa, sendo decidida em combate, Capitão América desaparece após a vitória!
Porém, em 1964, a Marvel reviveu o Capitão América ao revelar que ele tinha caído de um avião experimental no Atlântico Norte nos últimos dias da guerra e que passou as últimas décadas congelado, num estado de morte aparente (animação suspensa). O herói ressurgiu com uma nova geração de leitores como o líder de um grupo de super-heróis conhecido como os Vingadores (The Avengers #4, publicado em 1964).
Suas primeiras histórias solo foram lançadas na revista Tales of Suspense, dividindo as páginas com aventuras do Homem de Ferro[4]. Nelas, a dupla Lee/Kirby procuraram justificar um super-herói sem poderes, apresentando o Capitão como "o maior lutador do mundo", enfrentando vilões representantes de modalidades de lutas como o Sumô ou o francês Savate.
A partir do século 21 e os conflitos militares e ideológicos envolvendo os Estados Unidos e o Oriente Médio, o Capitão América é repaginado e suas histórias ganham mais ideologia, muitas vezes, anti imperialista.
O “herói bandeiroso” como é popularmente conhecido pelos aficcionados por quadrinhos, sempre lutou contra nazistas e neo nazistas, como o caveira vermelha e a HIDRA, porém, com o advento nos novos conflitos mundiais, acredito que ainda veremos o personagem socando vilões de turbante.

A Deusa Romana da Caça e da Lua, Diana!





Mulher Maravilha; DC Comics. imagem extraída de dccomics.com;



A Mulher Maravilha nasce para ocupar o devido espaço à mulheres nos quadrinhos!
No início dos anos 1940, a DC Comics era dominada pelos personagens masculinos com superpoderes tais como Lanterna Verde, Batman, e o principal deles, Superman. Atribui-se à esposa de Marston, Elizabeth Holloway Marston, a ideia de se criar uma super-heroína:
William Moulton Marston, um psicólogo já famoso por inventar o polígrafo (precursor mecânico do laço mágico), teve a ideia para um tipo novo do super-herói, um que triunfaria não com punhos ou poderes, mas com amor. "Bom", disse Elizabeth. "Mas faça-lhe uma mulher. Em entrevista datada de 25 de outubro de 1940, conduzida pela sua aluna Olive Byrne (sob o pseudônimo de "Richard Olive") e publicado pela Family Circle com o título de "Não ria dos Quadrinhos", William Moulton Marston descrevia o que viu como o potencial educacional das histórias em quadrinhos (um artigo deu sequência a entrevista e foi publicado dois anos mais tarde em 1942). Este artigo chamou a atenção de Max Gaines, que empregou Marston como consultor educacional da National Periodicals e All-American Publications, duas das companhias que se fundiriam para dar forma a futura DC Comics. Foi nesta época que Marston decidiu criar um novo super-herói.
A Mulher-Maravilha é uma super-heroína de histórias em quadrinhos e desenhos animados da DC Comics. Ela é a princesa de Themyscira, filha da rainha das amazonas, Hipólita. Sua mãe a criou a partir de uma imagem de barro, à qual cinco deusas do Olimpo deram vida e presentearam com superpoderes. Já adulta, foi enviada ao patriarcado afim de espalhar uma missão de paz, bem como lutar contra o deus da guerra, Ares. Tornou-se integrante da Liga da Justiça, assim como Superman e Batman. Foi a primeira heroína a ser criada, em 1941, pela DC Comics. Estreou em All Star Comics #8 (Dez. 1941).
História, Mitologia e Quadrinhos!



Estátua de Diana no Museu do Louvre, França. imagem extraída de louvre.fr;


História, Mitologia Grega e Romana e Quadrinhos!
Em Roma, Diana era a deusa da lua e da caça, mais conhecida como deusa pura, filha de Júpiter e de Latona, e irmã gêmea de Febo. Era muito ciosa de sua virgindade. Na mais famosa de suas aventuras, transformou em um cervo o caçador Acteão, que a viu nua durante o banho. Indiferente ao amor e caçadora infatigável, Diana era cultuada em templos rústicos nas florestas, onde os caçadores lhe ofereciam sacrifícios. Na mitologia romana, Diana era deusa dos animais selvagens e da caça, bem como dos animais domésticos. Filha de Júpiter e Latona, irmã gêmea de Apolo, obteve do pai permissão para não se casar e se manter sempre casta. Júpiter forneceu-lhe um séquito de sessenta oceânidas e vinte ninfas que, como ela, renunciaram ao casamento. Diana foi cedo identificada com a deusa grega Ártemis e depois absorveu a identificação de Artemis com Selene (Lua) e Hécate (ou Trívia), de que derivou a caracterização triformis dea ("deusa de três formas"), usada às vezes na literatura latina. O mais famoso de seus santuários ficava no bosque junto ao lago Nemi, perto de Arícia.
Temiscira, na mitologia grega, era a capital do reino onde viviam as célebres amazonas. Diz a lenda que em Temiscira era proibida a entrada de homens, pois a rainha Hipólita sofreu a traição de um homem e desde então baniu a entrada deles. O nome era dado à atual cidade turca de Ünye, na região da Capadócia, antiga colônia grega, situada junto à foz do rio Termodonte (atual Terme Çayi). É uma sede titular do catolicismo romano.
Na Grécia Antiga, a Deusa da caça e da serena luz, Ártemis é a mais pura e casta das deusas e, como tal, foi ao longo dos tempos uma fonte inesgotável da inspiração dos artistas.
Zeus, seu pai, presenteou-a com arco e flechas de prata, além de uma lira do mesmo material. Todos eram obra de Hefesto, o Deus do fogo e das forjas. Zeus também lhe deu uma corte de Ninfas, e a tornou rainha dos bosques. Como a luz prateada da lua, percorre todos os recantos dos prados, montes e vales, sendo representada como uma infatigável caçadora.
É representada, como caçadora que é, vestida de túnica, calçada de coturno, trazendo aljava sobre a espádua, um arco na mão e um cão ao seu lado.
Na Grécia, Ártemis ou Artemisa era uma deusa ligada inicialmente à vida selvagem e à caça. Durante os períodos Arcaico e Clássico, era considerada filha de Zeus e de Leto, irmã gêmea de Apolo, mais tarde, associou-se também à luz da lua e à magia.
As Amazonas eram as integrantes de uma antiga nação de guerreiras da mitologia grega. Heródoto as colocou numa região situada às fronteiras da Cítia, na Sarmácia. Entre as rainhas célebres das amazonas estão Pentesileia, que teria participado da Guerra de Tróia, e sua irmã, Hipólita, cujo cinturão mágico foi o objeto de um dos doze trabalhos de Hércules. Saqueadoras amazonas eram frequentemente ilustradas em batalhas contra guerreiros gregos na arte grega.
Na historiografia greco-romana, existem diversos relatos de incursões das amazonas na Ásia Menor. As amazonas foram associadas com diversos povos históricos, ao longo da Antiguidade Tardia. A partir do período moderno, seu nome passou a ser associado com as mulheres guerreiras em geral.
A Mulher-Maravilha é a propaganda psicológica para o novo tipo de mulher que deve governar o mundo", Marston escreveu. Embora Gloria Steinem tivesse colocado a Mulher-Maravilha na primeira capa autônoma de Ms em 1972, Marston, escrevendo bem antes, projetou a Mulher-Maravilha como representante de um modelo particular do poder feminino. O Feminismo discute que as mulheres são iguais aos homens e devem ser tratadas como elas são. Na mente de Marston, mulheres possuem o potencial não somente de serem tão boas quanto homens: podiam ser superiores em relação a eles.



A seguir, a Família Marvel!
A Família Marvel: Família que luta unida, permanece unida!


SHAZAM! Família Marvel da DC Comics. imagem extraída de dccomics.com;


O primeiro personagem da Família Marvel, é o Capitão Marvel, criado em fevereiro de 1940 por Charles Clarence Beck e Bill Parker sendo lançado no segundo número da revista Whiz Comics, publicada pela editora Fawcett Comics. O Herói usava roupa totalmente vermelha, com uma capa amarela curta e um relâmpago dourado desenhado no peito do uniforme, tendo sua imagem física moldada a semelhança do ator cinematográfico Fred MacMurray.
Criada por Otto Binder and Marc Swayze, Mary Marvel, irmã do Capitão Marvel, aparece pela  primeira vez em Captain Marvel Adventures #18, Dezembro 1942. A personagem se transforma numa super heroína ao dizer a palavra mágica "SHAZAM!". Uma das primeiras equivalentes femininas de super-heróis, sendo anterior a Supergirl por mais de 10 anos.
As feições originais de Mary Marvel foram baseadas numa atriz da vida real, Judy Garland que interpretou Dorothy em o Mágico de Oz, filme de 1939.

A evocação SHAZAM faz referência às iniciais das Deusas:
Deusa   /   Panteão  / Poder
Selene  /  Grego    /  Vigor
Hipólita / Grego   /   Força
Ariadne / Grego   /   Coragem
Zéfiro / Grego   /   Velocidade e voo
Aurora / Romano / Beleza e poder
Minerva / Romano / Sabedoria.


Mesclando Magia, História, Mitologia e muita ação, a Família Marvel se destaca no mundo dos quadrinhos pelos valores morais abordados na série.
Contando com inimigos também reunidos em famílias, estes personagens se tornaram tão populares nos anos 40 e 50 do último século, que ganharam muitas vezes a liderança em vendas no segmento. Abordando a Magia e a História Antiga, valendo-se dos poderes de deuses gregos, romanos e entidades do Antigo Egito, como no caso do super vilão e arqui inimigo do Capitão Marvel, Adão Negro, a Família Marvel se tornou uma das séries mais carismáticas dos quadrinhos!


Thor, o deus nórdico do Trovão!


Thor; Marvel Comics imagem extraída de marvel.com;


Thor é um personagem de HQ presente no Universo Marvel, publicado pela editora norte-americana Marvel Comics. Baseado no deus Thor, originário da Mitologia Nórdica, ele foi criado por Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby, com colaboração de Joe Sinnot. Sua primeira aparição foi na revista Journey into Mystery #83, publicada nos EUA em 1962.
Quando O Poderoso Thor surgiu nos quadrinhos Marvel, os artistas se inspiraram nas lendas nórdicas, com seus deuses e ameaças tão fantásticas. Mas ele só foi retratado como o verdadeiro deus nórdico e não um humano com poderes, quando Lee assumiu os roteiros da personagem, que no início ficaram a cargo de seu irmão, Larry Lieber. Assim foi criado um dos mais poderosos membros dos Vingadores, grupo de super heróis da editora Marvel Comics.
Em várias histórias Thor enfrenta divindades de outras mitologias. O confronto mais memorável foi quando combateu Hércules, numa série de histórias de Lee/Kirby e que introduziram os deuses gregos no Universo Marvel. Também já enfrentou o deus egípcio Seth.
Thor, esquecido por alguns anos, teve até sua revista em quadrinhos interrompida algumas vezes. Porém, com o advento das sagas reunidas em Ultimate Marvel, um universo paralelo criado pela editora Marvel Comics para recontar a origem de seus personagens, Thor retoma sua popularidade e ganha não só a nona arte, como a sétima, no filme que leva seu nome.
 Super produção da parceria Marvel Studios e a Paramount Pictures. Um filme contemporâneo, baseado em um antigo personagem mitológico islandês, Thor, o deus do trovão. Filho de Odin, o principal deus da mitologia nórdica, Thor representa o guerreiro imbatível, inabalável e tem como arma, um martelo encantado, Mjolnir.
Thor foi imortalizado nos quadrinhos e agora sua saga é recontada pela sétima arte.
No filme, o herói mitológico combate criaturas gigantes em mundos fantásticos, com bravura e sem nenhuma cautela. Até ser banido para a Terra, pelas mãos de seu pai, Odin, como castigo por sua insolência e desobediência. Sem poderes e sem seu martelo encantado, Thor vive como um mortal, até que reencontra Mjolnir e sua glória infindável.
Contextos históricos se emaranham para contar, de forma lúdica, a história de um dos maiores deuses da mitologia nórdica. Esta, que foi terrivelmente suplantada pelos romanos, mas que se manteve viva por tradições orais e coragem de bravos homens que acreditavam em suas histórias. Graças a eles, o personagem vive até hoje, se transformando em um ícone de bravura e heroísmo pela nona arte, os quadrinhos e, agora, pela sétima arte, o cinema.



Thor, o deus do trovão, pintado por Mårten Eskil. imagem extraída de brathair.com/revista/numeros/06.01.2006/thor.pdf


Os anglo-saxões deram o nome de Thor ao quinto dia da semana, Thursday, ou "Thor's day" quinta-feira, em inglês. O mesmo aconteceu entre os escandinavos que chamaram a quinta-feira de Torsdag. No idioma alemão, a quinta-feira se chama Donnerstag, ou dia do trovão.
O mais importante símbolo de Thor é o martelo, Mjölnir, o destruidor, que na pré-história escandinava surgia sob a forma de um machado, sendo relacionado à fertilidade e aos fenômenos atmosféricos. O martelo de Thor, também se relaciona com os aspectos míticos de ferreiro do deus, ao criar trovões e relâmpagos. Existem evidências de que o culto ao martelo continuaram na Era Viking a serem propiciadores de fertilidade feminina para o casamento.
O uso de pingentes com a forma do martelo foram um dos grandes elementos de identidade pagã no final da Era Viking, e segundo vários pesquisadores, serviu como uma resposta ao uso cotidiano de cruzes em pescoços dos cristãos convertidos. Recentemente, diversos formatos de pingente do martelo são vendidos em todo o mundo, demonstrando não somente a permanência do símbolo, mas também, a grandiosidade do mito de Thor na cultura e no imaginário contemporâneo, que atinge de forma impressionante o cinema, a literatura, os quadrinhos e as artes plásticas em geral.


Drakken’s Awakening, a revista em Quadrinhos Brasileira!
Capa de Drakken’s Awakening; 1997 Produção Nacional. imagem extraída de guiadosquadrinhos.com/thumb.aspx?cod_tit=dr396100... 


Em 1997 era lançada no Brasil a revista em Quadrinhos Drakken’s Awakening!
Explorando a temática super heróica de forma inovadora e sem par, Drakken’s correu as bancas em uma mini série em quatro edições. Para um mercado dominado pelas histórias infantis e de temática cômica, Drakken’s Awakening é um marco na História Brasileira.
Focado em personagens de origens opostas, um trabalhador da periferia e outro da elite, vendo o mundo por seus arranha céus.
Dois super heróis com origens totalmente diferentes, mas com a mesma motivação, livrar o mundo das garras dos injustos!
Para tanto, um utiliza a magia, enquanto o outro, explora todos os recursos da ciência e tecnologia. Ambientado em mundo paralelo, Drakken’s Awakening discorre sobre a coragem, a força de vontade e a honra. A revista, que desapareceu das bancas logo após seu lançamento, ainda espera continuação, pois mesmo em sebos ou gibitecas é raro encontrá-la.




Considerações:

Muitos heróis não puderam ser citados aqui, por motivos de espaço, não de esquecimento, jamais!
Wolverine e os X-Men, a temática mutante baseada na crítica aos preconceitos. Ou ainda os quadrinhos de ficção e suspense europeus, os Mangás japoneses e suas particularidades no que consagra o tempo e a ambientação, de maneira ímpar nos quadrinhos, enfim, a nona arte é produzida e consumida de muitas maneiras diferentes pelo globo. Atualmente, os famosos gibis, as revistas em quadrinhos, vão dando lugar ao download virtual de Histórias em Quadrinhos produzidas, vendidas e lidas digitalmente.
Esta forma de expressão é tão contemporânea e tão arraigada na cultura popular que, muitas empresas de tecnologia lançam produtos já voltados à leitura e organização em listas de Histórias em Quadrinhos, como aplicativos para Tablets, Smartphones e Pcs.
Tão atual e tão antigo, se forma quase simbiótica, os quadrinhos atualizam e disseminam cultura, História e Mitologia em suas páginas.
Espero ter contribuído de forma positiva para maior compreensão da nona arte e tudo o que envolve esta maravilhosa forma de expressão de nossa cultura e ideal humana.  



Referências Bibliográficas:

Livros:
LANGER, Johnni. Símbolos religiosos dos vikings: guia iconográfico. História, imagem e narrativas n. 11, 2010.

LANGER, Johnni. A representação do deus Thor nos quadrinhos. Revista Brathair 6(1) 2006.

MCCLOUD, Scott. Desvendando os quadrinhos. São Paulo: M. Books, 2004.

MCCLOUD, Scott. Reinventando os quadrinhos. São Paulo: M. Books, 2008.

NIETZSCHE, Friedrich. Assim falava Zaratustra. São Paulo: Vozes, 2008.
NIETZSCHE, Friedrich. Crepúsculo dos Ídolos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

VIANA, Nildo; REBLIN, Iuri Andréas. Super-heróis, Cultura e sociedade. São Paulo: Idéias & Letras, 2011.

VIANA, Nildo. Heróis e super-heróis no mundo dos quadrinhos. Rio de Janeiro: Achiamé, 2005.

WHITE, Mark D.; ARP, Robert. Batman e a Filosofia. São Paulo: Madras, 2008.


Sites:
www.actionsecomics.net/  < acessado em 10/05/2011 >

www.brasilescola.com/mitologia/  < acessado em 25/03/2011 >

www.brathair.com/revista/numeros/06.01.2006/thor.pdf  < acessado em 30/03/2011 >

www.dccomics.com/heroes_and_villains/  < acessado em 29/05/2011 >

www.earthinpictures.com › O_mundo › França › Paris  < acessado em 03/04/2011 >

www.estantevirtual.com.br/.../Arthur-Ardizzoni-Drakkens-Awakenin...  < acessado em 13/04/2011 >

www.guiadosquadrinhos.com/thumb.aspx?cod_tit=dr396100...  < acessado em 13/04/2011 >

www.groups.google.com/group/scandia   < acessado em 05/04/2011 >

www.louvre.fr/   < acessado em 05/04/2011 >

www.marvel.com/comics  < acessado em 29/05/2011 >

www.paninicomics.com.br/  < acessado em 29/05/2011 >

www.portalbrasil.net/historiageral_segundaguerramundial.htm  < acessado em 04/04/2011 >

www.revistamuseu.com.br/  < acessado em 04/04/2011 >

www.suapesquisa.com/segundaguerra/  < acessado em 04/04/2011 >

www.ufrgs.br/faced/setores/biblioteca/referencias.html  < acessado em 01/06/2011 >

www.web.hotsitepanini.com.br/dc/  < acessado em 29/05/2011 >

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Thor O Deus do Trovão - da Mitlogia, aos Quadrinhos e para os Cinemas!


Buscando relacionar o tema de meu TCC, “A Nona Arte - A Super História das Histórias em Quadrinhos” com as AACC, cheguei ao filme “Thor”. Super produção da parceria Marvel Studios e a Paramount Pictures. Com roteiros de Jack Kirby, Stan Lee, escritores aclamados no universo dos quadrinhos, o filme tem Kenneth Branagh como diretor, 114 minutos de duração e foi lançado em 2011.
Um filme contemporâneo, baseado em um antigo personagem mitológico islandês, Thor, o deus do trovão. Filho de Odin, o principal deus da mitologia nórdica, Thor representa o guerreiro imbatível, inabalável e tem como arma, um martelo encantado, Mjolnir.
Thor foi imortalizado nos quadrinhos e agora sua saga é recontada pela sétima arte.
No filme, o herói mitológico combate criaturas gigantes em mundos fantásticos, com bravura e sem nenhuma cautela. Até ser banido para a Terra, pelas mãos de seu pai, Odin, como castigo por sua insolência e desobediência. Sem poderes e sem seu martelo encantado, Thor vive como um mortal, até que reencontra Mjolnir e sua glória infindável.
Contextos históricos se emaranham para contar, de forma lúdica, a história de um dos maiores deuses da mitologia nórdica. Esta, que foi terrivelmente suplantada pelos romanos, mas que se manteve viva por tradições orais e coragem de bravos homens que acreditavam em suas histórias. Graças a eles, o personagem vive até hoje, se transformando em um ícone de bravura e heroísmo pela nona arte, os quadrinhos e, agora, pela sétima arte, o cinema.

"À esquerda e ao Sul" - Estrela Vermelha!


Ao longo do século 20, políticos e intelectuais latino-americanos transformam e adaptam o pensamento Marxista, afim de proporcionar ao continente a vivência do socialismo em terras Americanas. Para tanto, era necessário, pelo menos esta era a visão de Mariátegui, escritor e portanto leitor assíduo, esta ferozmente a cultura andina, afim de aproximar a questão indigenista à sociedade peruana. Superou com maestria as “limitações” de outros escritores socialistas marxistas, diversificando suas ferramentas literárias e realizando obras ensaístas sobre a temática socialista. Porém, para a época, Mariátegui estava muito à frente de seu tempo e, quando sua morte chega, chega também o fim do ideário de socialismo com respeito as tradições e necessidades peruanas.
Após a vitória da revolução em Cuba e as desastrosas manobras político-econômicas dos Estados Unidos da América, o mundo se vê diante de uma possível terceira guerra mundial, envoltos à bombas nucleares, a batalha ideológica entre Rússia e E.U.A. . Munidos do terrível aprendizado pela dor, este último volta a atuar por “debaixo dos panos” influenciando os já motivados movimentos militares sulamericanos anti-comunistas.
Entretanto, é sabido que, mesmo nas terras do tio Sam, movimentos baseados nas prerrogativas socialistas tiveram seu espaço entre estrelas e faixas vermelhas. Como o IWW - Industrial Works of the World, ou Wobblies, como ficaram popularmente conhecidos. Criado por socialistas, anarquistas e sindicalistas radicais, este movimento popular nasce já no início do século 20, afim de confrontar o sindicalismo conservador que se estabelecera na época. Sua importância é tamanha, que seus ideais ultrapassaram as ruas, ganhando os teatros, a literatura, canções e até um hino, que é entoado até hoje quando se trata de movimentos em prol dos trabalhadores!
Seguindo os passos tortuosos, mas precisos da História, chegamos a 1962 e a volta do tema “solidariedade” tão invocado pelos Wobblies, agora tomam as ruas os SDS - students for a democratic society. Grupos que surgiam dentro das centenas de universidades dos EUA, lutando pelos direitos humanos e por uma cidadania mais ampla. Lembrando que estávamos em meio à guerra no Vietnã, o país norte-americano sofria perdas massivas nos pobres campos orientais. Porém, mesmo com tantos conflitos, conquistam alguns avanços sociais, como a igualdade racial do voto, a discussão sobre o aborto, o maior suporte à saúde e ao emprego. É quando as minorias são convocadas às ruas, para reclamar seus direitos!  

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Trabalho do Historiador e a Literatura


Acredito que, comparar História e Literatura como textos ficcionais , não diminui em nada a narrativa histórica.
Pelo contrário, literatura é uma expressão humana importantíssima, ela faz parte e enriquece a cultura das sociedades, assim como a historiografia.
Portanto, traçar este paralelo é uma honra!
A narrativa histórica, quando cumpre seu papel de contextualizar, também busca expressar emoções, aspirações e inspirações de uma época, assim como a literatura o faz no sentido de mexer com nossos sentidos.
A história das mentalidades e a Nova História Cultural valorizam a literatura exatamente por seu valor contextual, do pensar, sentir e agir de uma determinada época. Contudo, se História é ciência ou Arte, não há o que escolher, a história é tudo isso e muito mais.
Tentar fazer da historiografia algo diferente da literatura, me parece beirar à arrogância, pois, mesmo o escritor ficcional faz seus esboços com base em pesquisas.
Vamos colocar uma situação hipotética:
Um homem pesquisa. Procura documentos históricos, vasculha museus, arquivos, estuda metodologia de pesquisa, tudo para enriquecer seu potencial criativo e bagagem cultural. Tudo para se aproximar de um contexto de uma determinada época. Este homem é um escritor ficcional, desenvolvendo um texto baseado em fatos “reais” isto faz dele um historiador?
E um historiador, em busca de uma “verdade”, cria uma verdade, pra si? Ele escreve para transmitir valores, sentidos, para educar crianças e conscientizar pessoas, isto faz dele um literário?
Tudo isto me faz pensar que, não devemos apenas rever os conceitos, mas criarmos novos e contemporâneos. Acredito ser fundamental a reflexão e a crítica!
Conceitos e teses são como boxeadores, sempre abertos ao combate, sempre preparados para eles!
Porém, como todo boxeador, conceitos e teses ficam velhos, falíveis, ultrapassados e superáveis.
Quando entrei na Faculdade pela primeira vez, acreditava que, no último dia, sairia de lá como um professor. Vejo, agora, após alguns semestres, que meus estudos só estão começando.  Estou treinando, me preparando! E que venham os bons combates!

referências Bibliográficas:
MDM Claretiano, unidades 05 e 06;
http://hid0141.blogspot.com/2009/02/narrativa-e-conhecimento-historico.html - acessado em 11/09/2011;
http://www.professordehistoria.com/literatura/ - acessado em 11/09/2011;
http://www.revistafenix.pro.br/ - acessado em 11, 12/09/2011;
http://letrasartes.blogspot.com/2008/10/histria-e-letras-verdade-e.html - acessado em 12, 13/09/2011;
http://www.historiaehistoria.com.br/materia.cfm?tb=alunos&id=4 - acessado em 13, 14/09/2011;
http://nuevomundo.revues.org/1560 - acessado em 14/09/2011;
http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/viewFile/7102/4141 - acessado em 11, 12 e 14/09/2011.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Arte Sequencial em Quadrinhos... pra todos!

As Histórias em Quadrinhos se estabeleceram como a Nona Arte!
Ao longo das décadas foi ganhando reconhecimento, até virar alvo de estudos científicos e críticas literárias. Porém, a Nona Arte é do povo!
A Nona Arte é pop!
A Nona Arte é pra todos!
Quem nunca comprou um gibizinho do Batman, ou do Fantasma, ou quem sabe, do Wolvie, hein ?!
O "formatinho" publicado pela antiga editora até o fim do século passado, deu lugar ao formato norte americano, porém, ainda tinhamos quase um ano de diferença na cronologia. Agora, a rede, o meio mais comum e barato de compartilhamento de informações, se mostra nossa aliada mais uma vez, encurtando distancias e proporcionando HQs com maior qualidade, menor preço e o melhor, sustentáveis!
Papel, tintas, transporte... chega!
Temos equipamentos que escaneiam seus desenhos e os digitalizam na hora!
Uma HQ novinha, por U$1,00 na hora! É isso o que a tecnologia fez pelos quadrinhos.
Os artistas, únicos, carregando suas emoções, traços, ideais e todo o conjunto de coisas que nos faz aquilo somos, se beneficiam das tecnologias envolvidas nos processos de planejamento, criação e desenvolvimento dos trabalhos, otimizando o tempo e as próprias histórias.
Com isso, a Nona Arte se consolida como uma arte urbana, contemporânea e símbolo da cultura pop de su tempo. Seja com o alienígena da capa, ou o bandeiroso no pós guerra, ou hoje, nos reboots e sagas que surgem para renovar o ideal do herói. Um herói, acima de tudo, humano! Capaz de se jogar num incêndio pra tirar um inocente do perigo, ou pular num rio poluído pra salvar um cachorro.
Isso é o que faz de nós o que somos!
Para o alto e avante!